Game educativo
Quinze fases pela nossa costa de verdade, da Ponta às falésias e à Barra do Cahy. Feito aqui, por quem é daqui.
De graça, sem cadastro, e depois de aberto uma vez funciona até sem internet.
Turista que chega em Corumbau leva dias pra entender como a vila funciona: por que a maré manda na hora de tudo, o que o pescador faz antes do sol, por que o recife é frágil, onde acaba a praia e começa o rio.
No jogo isso se aprende jogando. Cada fase é uma tarefa real de quem vive aqui — recolher plástico na faixa de areia, tirar peixe-leão do recife, apagar foco de fogo na mata, puxar rede no Cahy, rebocar barco antes do temporal. Não tem aula, não tem texto pra ler: você faz, erra, e entende.
E as crianças da vila jogam um jogo onde a terra delas é o cenário, os personagens têm nome em Patxôhã e o trabalho dos pais e dos avós é o que faz vencer.
Nada aqui foi inventado pra parecer bonito. Cada fase saiu de uma coisa que acontece na vila.
Cada garrafa plástica tirada da praia vale uma moeda no jogo. É com essa moeda, e só com ela, que se compra personagem, roupa e arpão. Quem quer avançar, limpa.
A maré enche e fecha a passagem na ponta, tapa a vala que você cavou, encosta no pé da falésia. Quem joga aprende a ler a maré antes de sair — que é como se vive aqui.
A missão é retirar peixes-leão do recife. É o jeito mais direto de explicar pra uma criança o que é bicho invasor e por que ele tem que sair.
Doze focos pra apagar antes do fogo tomar a mata. A fase inteira é sobre o tempo que se perde quando o fogo começa e ninguém está por perto.
Não basta trazer os peixes: tem que tirar nove lixos do rio no mesmo caminho. A conta aparece junto, porque na vida real ela é junta também.
Rebocar os barcos antes da tempestade fechar e trazer os pescadores de volta quando o tempo vira. A lição é a mais velha da vila: ninguém fica no mar hoje.
O mapa do jogo segue a geografia de verdade. Quem termina sabe o caminho.
Seis personagens da vila, cada um com a sua manha. Os nomes vieram do Patxôhã, a língua Pataxó, consultados no dicionário — nenhum foi inventado.
Pescador da Vila. Sai antes do sol e lê a maré pelo barulho. É com ele que a jornada começa.
Mergulha de fôlego desde menina e conhece cada toca do recife pelo nome.
Cresceu dentro de barco. Não perde o rumo do rio nem no temporal.
Faz a beira inteira até o Cahy sem descer da bicicleta.
Cava, puxa rede e tira lagosta de toca. É ele que abre a barra quando ela fecha.
O mais velho da vila. Andou essa costa inteira a pé. É dele a fala que abre a jornada.
Abre no navegador do celular, do tablet ou do computador. Tem três níveis: no normal dá pra aprender as fases com calma, bom pra criança pegando o jeito.
Abrir o jogoGratuito · sem cadastro · sem anúncio · funciona sem internet depois da primeira vez
O jogo foi feito pensando nas crianças da vila. Professor que quiser levar pra sala não precisa pedir autorização a ninguém nem instalar nada: é só abrir.
Quer que eu leve o jogo na sua turma, ou tem uma ideia de fase que faltou? Me chama.